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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Respirando sob peias

Respirar é o profundo ato de se perceber vivo
A implacável sensação de se obter como livre
Nela não só respiro oxigênio
Nela respiro esperança de dias melhores
Dias mais claros e insurgentes das manhãs
A busca da liberdade em faíscas de resistência
Às peias cotidianas que se dirigem
Para o fim completo do sentimento livre
A idolatria do estupitificante
Como dizia José Oiticia
A superstição da lei
Que nos sufoca a razão
A prepotência divina
Que nos tira a vida
Com esse poema abri uma janela
Para melhor respirar
Como uma vez Mario Quintana abriu
De uma cela abafada em sua emergência
Agora com o ar que aqui passa pela janela
Da cela abafadora de consciência
O próxima passo é abrir a porta
Para me expulsar do cubículo da apatia
E caminhar em direção à utopia.


Emergência
Quem faz um poema abre uma janela. Respira, tu que estás numa cela abafada, esse ar que entra por ela. Por isso é que os poemas tem ritmo, para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
                                                                                         Mario Quintana

Cesar

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Abrindo a janela

Não se explica muitos poemas, assim como não se explica muitas obras de arte (não é uma regra), pois é por si só uma obra cheia de questionamentos e particularidades.
Hoje não precisei sair para criar o que muitas vezes é preciso viver antes de fazer, porém estava na dúvida se ainda me encontrava viva ou morta ou uma morta-viva.
Bastou abrir a janela para provar um pouco do vento, um simples ato condicionado, seguido de um muro em minha frente o que me fez surgir palavras e aquele sentimento inexplicável, dizendo que ainda estava respirando e podia continuar o dia.


O que adianta abrir a janela,
pra tentar enxergar,
essa minha liberdade cega,
se há essa massa de concreto,
que endurece ainda mais com o tempo?
Vejo algumas folhas se movendo,
inquietas, tentando ir contra o vento.
Vejo pássaros apoiando-se em antenas,
acreditando estar em galhos,
voando rápido para provarem
ao máximo de sua liberdade,
que ainda não se sabe ao certo...
o que é?
Mas para não serem pegos
rapidamente,
Somem em meio ao céu.
E os que estão em gaiolas?

Lê.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Poema" ou algo assim...

Perdendo a ética...

Dizem perder a ética,
Quando estamos com fome.
Já perdi a minha há tempos,
Com escola, trabalho,
Comportamentos padronizados.

Ainda estou sem comer,
Jejuando.
Estou com fome,
E não é de encher o estômago.
É de viver,
Liberdade, amor, inspiração.

Troco comida por palavras.
Pois minha fome é outra.
E não podendo me alimentar,
Perco a tal ética,
Tudo bloqueia e nada flui.

Hoje, feriado,
Como migalhas do tempo,
Do meu “tempo livre”,
Em que posso expressar,
O quanto ainda tenho fome,
E o quanto ela precisa cessar.